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A conta-gotas

Dias cheios para os historiadores terramotistas, com três colóquios quase em simultâneo – para além daqueles que já passaram, como foi o caso do organizado pela Universidade Nova de Lisboa. Eu vou estar aqui, mas cheio de vontade de estar aqui ou acolá – tal como em Outubro assisti a este aqui.

Na prática, isto quer dizer que algumas tarefas daqui da minha casa terão de ir sendo feitas a prestações. Entre elas, agradecer a todos os que ajudaram a divulgar este blogue, colocar funcionais todos os links laterais e publicar online um dos primeiros mapas que tenho reservados para vocês.

Mas temos muito tempo, não é verdade?

Comments

Ainda estou a ler o livro e é engraçado como há alguns instrumentos descritivos que já me passaram pela cabeça sobre Lisboa, noutro contexto.
Por exemplo, pôr a "Amália" a passear por uma Lisboa sem-terramoto, fez-me recordar uma brincadeira que ficou na gaveta e que escrevi num dos meus primeiros anos de Lisboa à séria (93 ou 94): pus no papel o Eça de Queiros a chegar de barco dando com uma cidade com mais 100 anos em cima face à que ele tinha conhecido.
O pretexto foi o mais disparatado e veio - se a memória não me falha do Passeio Público das páginas dos Maias: Onde na Baixa poderiam as damas dispépticas aliviar o seu sofrimento, passeando sossegadamente na companhia de um cavalheiro compreensivo, por exemplo?
Imaginar o encontro de terceiro grau de um Eça transportado no tempo (à saída do cais) com o automóvel, o semáforo e a horda ordenada de gente dançando ao som do sinal sonoro foi, contudo, o mais longe a que cheguei.
A páginas 67 já me parece que estou perante um grande livro. As reflexões que me tem suscitado têm tido pouco a ver, contudo, com o terramoto em sim...
Teria muito gosto em vê-lo a ter sucesso nas vendas. Parabéns.

Olá Rui! Ainda no outro dia te ouvi na Antena 1 a falar do terramoto e pensei "epá que voz tão grave e séria. Andei eu a brincar com este no Barnabé, chiça..." Parabens pelo livro Rui e irei certamente ler e fazer uma implacável crítica na Tasca. Também acho interessante e original a ideia do blogue como complemento ao livro muito mais do que o contrário (o blogue feito livro), se bem que me parece que o melhor cronista do Barnabé merecia um bloguezito de autor onde misturasse tudo. Um abraço e felicidades

Não conhecia o blogue, mas gostei bastante do que li.
Também coloquei no meu blogue alguma coisa sobre o Terramoto, mas acho eu que o assunto não está muito explorado (fontes/bibliografia) no que toca ao Alentejo e Algarve, ou será engano meu?